UTI 31 CONGRESSO DE TERAPIA INTENSIVA - CALIFÓRNIA - EUA JAN / 2002
VASOPRESSORES
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A introdução da sessão do ISF foi
feita pelo Dr. J.L. Vincent, que estimulou
a discussão de prós e contras sobre vasopressores
e corticóides na sepse. ·
Meu Agente Vasopressor Inicial
no Choque Séptico (Moderador : G. Bernard) O Dr. J.L.
Vincent apresentou ampla revisão de literatura sobre vasopressores,
em especial sobre Dopamina e sua comparação
com outras drogas. A partir daí demonstrou as recomendações oficiais
sobre não utilizar Dopamina rotineiramente
com objetivo de prevenir e tratar insuficiêcia
renal aguda ou melhorar a perfusão esplâncnica. Há evidências de que,
apesar de aumentar o débito urinário e a natriurese
(dose dependente), não há melhora da função renal propriamente dita.
Além disso, o uso prolongado parece estar associado à imunossupressão
e alterações endócrinas. Em se tratando do uso de vasopressores
no Choque Séptico, é a droga de primeira escolha do apresentador, pela
possibilidade de equilibrar os efeitos alfa e beta e pelos bons resultados
da associação com outros vasopressores. O Dr. P. Dellinger
defendeu o uso da norepinefrina
como primeira
escolha de vasopressor. Basicamente seus argumentos
a favor dela são baseados na maior potência, maior especificidade de
ação e literatura que demonstra que as complicações atribuídas à
essa droga não são propriamente verdadeiras, desde que sua utilização
seja correta. Segundo o apresentador, o que ocorre é que essa droga
é utilizada em momento inadequado, freqüentemente como droga de “salvação”
em situações de choque avançado, quando os maus resultados são irreverssíveis. Assim sendo, não há recomendação
definitiva de qual deve ser o primeiro vasopressor
no Choque Séptico. Há prós e contras para ambas. ·
Administração Rotineira de Corticosteróides
no Choque Séptico (Moderador : P. Dellinger) O Dr. G. Bernard fez revisão das
evidências demonstrando não haver benefício da administração de altas
doses em tempo reduzido, bem como ainda não haver evidências sobre benefícios
em outras formas de administração. Por sua vez, o Dr. C. Sprung
defendeu a utilização em doses menores por tempo mais prolongado, apresentando
alguns dados de literatura nesse sentido. Ainda são aguardados estudos
definitivos sobre esse assunto.
Em discussão com a
platéia, ficou demonstrado
que a ampla maioria já utiliza essa modalidade terapêutica. ·
Como será tratada a Sepse
em 2051 (Moderador : J.L. Vincent) – J. Marshall,
E. Abraham Os dois apresentadores exploraram os avanços esperados no tratamento do Choque Séptico. Melhor precisão no diagnóstico do agente infeccioso, melhor antibioticoterapia, diagnóstico dos mediadores envolvidos, terapêutica voltada aos mediadores, preservação da microcirculação, melhor terapêutica anticoagulante, identificação de predisposições genéticas, remoção de células inflamatórias, regeneração celular e melhor suporte das falências orgânicas. |